Adolescente é responsabilizado pela morte do cão Orelha em Florianópolis
- Grupo Noé
- há 3 dias
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Um adolescente foi responsabilizado pelas agressões que resultaram na morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, em Santa Catarina. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP-SC), após a conclusão de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina. Diante da gravidade do caso, foi solicitado à Justiça o pedido de internação do menor, medida equivalente à prisão no sistema penal adulto.
Para chegar à identificação do responsável, a Polícia Civil montou uma força-tarefa que analisou mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança instaladas na região. Ao todo, registros de 14 equipamentos diferentes foram examinados, além da oitiva de 24 testemunhas. Oito adolescentes chegaram a ser investigados durante o inquérito, até que as autoridades apontaram o autor das agressões fatais contra o animal.
No mesmo dia em que os suspeitos foram identificados, o adolescente viajou para Orlando, nos Estados Unidos, onde permaneceu até o dia 29 de janeiro. Ao retornar ao Brasil, ele foi abordado no aeroporto. Durante a ação, um familiar teria tentado esconder um boné e um moletom que, segundo a investigação, teriam sido utilizados no dia do crime.
A defesa do adolescente questiona os elementos apresentados pela acusação, especialmente a vinculação entre as roupas apreendidas e as agressões ao cão. Os advogados também contestam a divulgação de imagens e afirmam que, no horário indicado pelas autoridades, há registros de outros jovens circulando pelo local onde ocorreu o crime.
Além da morte de Orelha, a investigação apurou uma tentativa de afogamento contra um segundo cachorro, chamado Caramelo. Quatro adolescentes foram responsabilizados por esse episódio. O animal sobreviveu às agressões e acabou sendo adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel.
O inquérito também resultou no indiciamento de três adultos pelo crime de coação no curso do processo. Segundo a polícia, eles teriam tentado intimidar testemunhas e interferir no andamento das apurações. Caberá agora ao Ministério Público oferecer a denúncia e ao Judiciário analisar as acusações relacionadas ao caso.




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