Documento aponta que Jeffrey Epstein cogitou investir em agência de modelos no Brasil para obter “acesso às garotas”
- Grupo Noé
- há 3 dias
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Documentos tornados públicos por autoridades dos Estados Unidos indicam que o financista Jeffrey Epstein avaliou investir no mercado de moda brasileiro com um objetivo que extrapolaria interesses comerciais. Segundo os registros, ele teria considerado aplicar recursos em uma agência de modelos no Brasil com a finalidade declarada de obter “acesso direto às garotas”.
As informações constam em um conjunto de e-mails datados de 2016, divulgados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos como parte de uma nova leva de documentos relacionados às investigações envolvendo Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais.
Nas mensagens, um interlocutor identificado como Ramsey Elkholy sugere que Epstein investisse cerca de US$ 1 milhão para adquirir participação na Ford Models Brasil. De acordo com o conteúdo divulgado, a proposta incluía o financiamento de um grande concurso de modelos, apresentado como uma estratégia para facilitar o contato com jovens candidatas.
Os e-mails descrevem que o público-alvo seriam “meninas do interior e modelos inexperientes”. O plano previa a realização de seletivas em aproximadamente 30 a 40 cidades brasileiras, com potencial para atingir até 200 mil participantes. Em um dos trechos, o interlocutor afirma que Epstein poderia “decidir o que fazer com elas”, mencionando a possibilidade de levá-las para destinos como Estados Unidos, Paris ou países do Caribe.
A documentação também revela que Epstein solicitou a assinatura de um acordo de confidencialidade, o que indica preocupação com o sigilo das tratativas. Não há, no entanto, qualquer evidência de que o investimento tenha sido concretizado.
As autoridades ressaltam que os documentos não apontam envolvimento de funcionários ou dirigentes da Ford Models Brasil nas conversas, que se restringiram à avaliação de uma proposta apresentada ao financista. O conteúdo reforça o padrão de comportamento atribuído a Epstein em outras investigações, nas quais ele teria utilizado estruturas profissionais e sociais para se aproximar de jovens vulneráveis.
A divulgação dos arquivos reacendeu o debate internacional sobre a extensão da rede de contatos de Epstein e os mecanismos utilizados para explorar vítimas em diferentes países.





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