Enfermeira é demitida após sugerir uso de drogas paralisantes contra agentes do ICE
- Grupo Noé
- há 3 dias
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Uma enfermeira anestesista do estado da Virgínia foi demitida após a repercussão de vídeos publicados nas redes sociais em que sugeria o uso de medicamentos paralisantes contra agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE). O caso ganhou destaque nacional nos Estados Unidos e reacendeu debates sobre ética profissional, responsabilidade nas redes sociais e os limites da liberdade de expressão.
A profissional, identificada como Malinda Cook, atuava como enfermeira anestesista no sistema de saúde da Virginia Commonwealth University Health. Segundo a instituição, ela foi desligada do cargo no dia 27 de janeiro, após a circulação de vídeos publicados em sua conta no TikTok.
Nas gravações, Cook fazia declarações consideradas graves ao incentivar profissionais da área médica a utilizarem anestésicos e medicamentos paralisantes para incapacitar agentes federais em situações de confronto. Em alguns trechos, ela chegou a mencionar substâncias de uso comum em ambientes hospitalares, o que gerou forte reação de especialistas, autoridades e entidades médicas.
Em nota oficial, a VCU Health afirmou que o conteúdo divulgado pela enfermeira é “totalmente incompatível” com os valores da instituição e com os princípios éticos que regem a profissão da saúde. O hospital destacou que não tolera qualquer tipo de discurso que promova violência ou cause risco à integridade física de pessoas, confirmando a demissão imediata após uma apuração interna.
Além das consequências profissionais, o caso passou a ser analisado por autoridades locais. De acordo com a imprensa norte-americana, as declarações podem ser avaliadas sob a ótica criminal, por envolverem possível incitação à violência contra agentes federais e menção ao uso indevido de medicamentos controlados.
O episódio provocou reações em diferentes setores. Associações de profissionais da saúde reforçaram que a ética médica se baseia no princípio de não causar dano, enquanto o ICE não comentou diretamente o conteúdo dos vídeos. O caso também reacendeu discussões sobre a radicalização do debate migratório nos Estados Unidos e os impactos das redes sociais na vida profissional.





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